Junho de 1992, Los Angeles
Em um ginásio escolar, o clima é intenso, a multidão grita alto par o que está a acontecer, duas torcidas jovens, com cerca de 200 pessoas, 100 em cada arquibancada, uma com camisa roxa e amarela, do time da casa, outro com camisa preta e azul, do time visitante.
Na quadra, os times estão reunidos, com o tempo pedido pelo técnico da casa, e vendo o placar empatado em 92-92, ele suspira e volta a olhar pro time, vendo o estado deles, ele se senta em um banquinho de madeira em frente ao banco onde estão sentados os 5 que estão jogando, cercado pelo time todo e pela comissão técnica.
-Mantenham a calma. -O velho treinador fala, encarando cada jogador com firmeza, sabendo da situação do time, falta 40 segundos pro fim do jogo, e o empate está chegando a ser o resultado do jogo.
-Manter a calma? -Um dos jogadores, alto, com aparência da Oceania pergunta, sendo o pivô do time pergunta. -Falta 40 segundos, estamos empatados.
-Brandon, ouve o treinador. -Um ala-pivô fala, sendo um jovem branco, de aparência pacifica e calma fala.
-Silêncio. -Um jogador, o armador fala, chamando a atenção do time, sendo a estrela do time fala firmemente, encarando a dupla.
-Obrigado Arthur. -O homem sorri para o seu astro, já pensando na estratégia do jogo. -Certo, vamos pressionar eles agora, ninguém deixa seu marcador sozinho, colem neles, bola recuperada, passem pro Arthur, ele resolve, vocês têm 40 segundos pra levar a glória pra nossa escola. -Ele fala, levantando e botando o punho pra cima, com o time todo fazendo o mesmo. -Um, dois, três, John Will! -O time brada, com os jogadores que estavam em quadra voltando pra quadra, no que Arthur olha pro time adversário.
Com 1,98, forte fisicamente, e com a camisa 25 de uma regata roxa com listras deitadas amarelas, 28 pontos, 11 rebotes, 10 assistências e 1 toco, ele observa o armador adversário, tendo 1,94, forte fisicamente também, mas uma diferença, ele tem cabelo.
-Está pronto? -O ala pergunta pro capitão e astro do time.
-Estou pronto a minha vida toda. -Arthur fala calmamente, ele olha pra arquibancada, focando em uma mulher.
Loira, olhos azuis, com pompons e roupa de lider de torcida, é a namorada dele, capitã das Lideres de torcida, nervosa com a situação, ela da um belo sorriso pro namorado, que respira fundo e ouve o apito do juiz, reiniciando a partida.
O armador adversário pega a bola e avança pela quadra, passando por dois jogadores, ele avança até o garrafão, quando vai fazer a bandeja, Brandon surge, dando o toco e recuperando a bola, a disputa continua, com Brandon e o armador adversário disputando a bola, mas pela grande força, Brandon recupera e passa pro ala-pivô, de nome Jhony, que avança e passa pra Arthur na frente da área adversária, faltando 1 segundo, ele finge um chute, mas por não pular ele consegue avançar, passando pelo defensor, ele da um giro pra direita e pula faltando 0,2 segundos, dando a enterrada, quando o árbitro apita.
O ginásio vai a loucura, com os jogadores do banco correndo na direção de Arthur pra comemorar com ele, pegando o armador e o levantando, jogando-o pra cima, com a torcida indo a loucura, enquanto o time adversário os observa comemorando, quando um deles se aproxima do time, com Arthur notando.
-Adam. -O armador estrela fala, vendo o maior rival se aproximar, vestindo a camisa azul com detalhes pretos, com o número 20 nas costas o encarando seriamente.
-Venceu bem, parabéns. -Adam fala, esticando o braço, sendo observador por todos, com a loira do lado dele.
-Obrigado Adam, você jogou muito hoje, parabéns. -Arthur fala calmamente, cumprimentando o, quando o adversário o puxa para um abraço.
-Na próxima, eu vou te destruir. -Adam sussurra de maneira ameaçadora, se afastando pra ir pro próprio time.
-Até hoje ele não aceita a verdade. -Um jovem fala, com cabelos castanhos e olhos castanhos, sendo o irmão da loira.
-É Jack, é. -Arthur fala seriamente, o observando.
A rivalidade entre eles tinha começado 3 anos antes, quando Adam namorava uma certa loira, a atual namorada de Arthur, Caroline, mas não deu certo, com a chegada do armador novo da John Wills, a atenção dela foi pro novo jogador, com o armador adversário não gostando nada, terminando num incidente perigoso.
-Vamos esquecer isso. -A loira fala abraçando o pescoço do amado. -Meu amor venceu o Campeonato Estadual da Califórnia (CEA). -Ela o beija apaixonadamente.
-Deixa o garoto respirar. -Um homem já de idade fala rindo, se aproximando, com o casal olhando pra ele.
-Pai. -Arthur da um leve sorriso, indo abraçar ele.
-Meu filho, como vai? -O homem pergunta, de terno, e camisa branca sem a gravata, cabelos brancos, quase calvo e barba grande.
-Tô bem pai. -Ele respira fundo após acabar o abraço, vibrando pelo título. -Todo o esforço deu certo.
-Sim meu filho, comemore muito, sua mãe estaria orgulhosa. -O mais velho fala com um leve sorriso emocionado.
-Que bom. -Ele olha para cima, murmurando um ´´obrigado´´ pra mãe.
-Vamos comemorar. -Brandon brada, com o time voltando a comemorar com sua estrela.
A festa dura cerca de quatro horas, mas no começo tem a entrega das medalhas e da taça, além do prêmio de MVP pro Arthur, que ergue feliz pela conquista do prêmio, com todos vibrando pelo título.
-30 pontos, sendo dois do título, 11 rebotes e 10 assistências, MVP do torneio, melhor jogador do estado, o que tem para dizer para os seus fãs? -Um jovem, do jornal da escola pergunta, com um gravador de 1990 na mão.
-Obrigado pelo apoio, ganhamos com o apoio de vocês, muito obrigado por tudo, em nome do time masculino da John Wills High School, muito obrigado. -Ele fala, com o jornalista agradecendo e se retirando.
-Parabéns irmão. -Brandon abraça ele fortemente, sufocando ele um pouco.
-D-deixa eu respirar. -Ele pede, com todos rindo e o pivô largando-o. -Somos campeões porra.
Todos bradam, com a festa durando mais de 4 horas, muita festa, bebidas alcoólicas, muita risada e muitas cenas que é melhor não descrever, o que não imaginavam esses jovens campeões, que eles foram os últimos a trazer glórias esportivas ao basquete da escola.
3 anos depois, Hospital Central de Los Angeles
Em um quarto da UTI, um paciente observa a tv, que mostrava a reportagem de um acidente de carro com uma jovem promessa do basquete americano, com 21 anos, onde uma mercedes s class 1992 branca bateu num poste em alta velocidade, e dizia que não se sabe o que vai acontecer com o jogador, no wque a pessoa suspira, e ouve barerem na porta.
-To entrando. -Uma voz feminina fala, entrando no quarto, vestindo uma camisa branca com uma calça cinza, a mulher suspira ao ver a situação do paciente.
-Oi. -O homem fala na maca, sendo Arthur, todo enfaixado com uma perna engessada, com um olhar abatido.
-Oi, seu pai e meu irmão estão aqui. -Caroline fala ao se sentar do lado dele. -Eles querem te ver.
-Não quero ver eles. -Arthur fala sériamente. -Não quer over ninguem até chegar o diagnóstico do médico. -Ele diz, voltando a olhar pra tv, onde mostrava um repórter ao vivo na frente do hospital, quando um médico negro chega.
-Com licença. -O doutor fala, entrando no quarto e ficando de frente pro paciente, que o encara junto da noiva.
-Por favor, fale o diagnóstico. -O jovem pede calmamente, com a loira apertando a sua mão em apoio a ele.
-A boa noticia é que você poderá andar novamente. -Ele fala, vendo a loira sorrir, mas vendo o paciente continuar sério.
-E qual é a notícia ruim?- Arthur pergunta, com a loira voltando a ficar séria, mas preocupada, sentindo que algo de muito mal ia ser dito.
-Você nunca mais vai poder jogar basquete profissionalmente. -Ele fala. -Sinto muito, mas a sua carreira de jogador de basquete está encerrada.
A reação de Arthur vai de choque a contentamento, vendo Caroline chorar ao ouvir isso, ele segura a amada nos braços e passa a mão direita nos cabelos dela para acalmar ela, sabendo o quanto ela sonhava em ve-lo no topo.
-Ta tudo bem meu amor. -Ele fala, vendo o doutor se retirar. -Esta tudo bem, vamos ficar bem, eu vou ficar bem.
-E agor? -Ela pergunta com os olhos marejados. -O seu sonho de ir pra NBL acabou.
-Agora vamos aguentar firme e continuar a viver, pela minha mãe e pelos seus pais. -Ele fala calmamente pra ela, a acalmando.
Dez anos depois, hospital central de São Francisco
-Aguenta meu amor. -Uma voz masculina firme fala, sendo careca, muito musculoso, com um avental médico segurando a mão da mulher, que estava no fim de um trabalho de parto, o seu parto.
Esse é Arthur Vaisman, agora com 30 anos, sendo treinador especial de jogadores de basquete, ex-estrela do basquete universitário, após o acidente que encerrou a sua carreira esportiva, ele decidiu investir em preparo de atletas jovens, se tornando um dos principais treinadores do pais.
-Não fala para eu aguentar ahhhhhhhhhhhh. -A mulher em parto fala, sendo loira, olhos azuis, com 29 anos, com as pernas abertas para duas parteiras, que incentivam ela a dar a luz.
Essa é Caroline Vaisman, advogada bem sucedida, após o acidente, ela apoiou o então noivo, atual marido no novo trabalho, se tornando uma das principais advogadas gerais do país rapidamente.
-Ahhhhhhhhhhh. -Caroline brada, quando para e ouve um choro de bebê, chorando de emoção, ela e o marido veem os parteiros retirarem um recem-nascido, e levando a um pequeno berçario, eles olham, botam uma mantinha e levam até o casal.
-É um menino, parabéns. -A médica fala com o bebê no colo, fazendo o casal sorrir.
-Oi meu anjo. -Caroline fala, segurando o filho no colo.
-Oi amigão. -Arthur fala com um sorriso ao olhar pro pai.
-Qual vai ser o nome? -Um dos médicos pergunta.
-Um nome em homenagem a um grande amigo. -Arthur responde com um sorriso.
-Qual? -A médica que trouxe o recem-nascido pergunta curiosa.
-Guilherme. -Arthur revela com um grande sorriso.
Caroline sorri ao olhar novamente pro filho, que chorava, no que ele para de chorar e olha pra mãe, encostando no rosto dela, sentindo que o primogenito ia se tornar alguém maior que ela e o pai.

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